Uma Corda, Um Cordel

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História do Cordel

Segundo estudiosos, acredita-se que a literatura do cordel chegou ao Brasil através de Portugal, na primeira metade do século XVI, tendo maior ênfase na região nordeste, entre a área que se estende da Bahia ao Maranhão (local onde se iniciou a colonização) e se difundiu para as demais regiões. Foi a partir da migração dos nordestinos em 1960 para as demais regiões brasileiras que o cordel começou a ser reconhecido pela sociedade, atraindo o interesse dos intelectuais escritores.

Isso impulsionou o surgimento de uma geração de cordelistas que viriam escrever sobre as mais diversas questões da sociedade, como: política, filosofia, economia, lugares e tudo aquilo que interessava o público da sua realidade social. O cordel, que é uma expressão cultural da poesia popular, foi assim denominado pelos intelectuais brasileiros por serem tradicionalmente expostos pendurados em cordões ou barbantes para venda nas feiras.

Umas das primeiras manifestações do cordel surgiu através das cantorias de viola de poetas da Serra do Teixeira, no Estado da Paraíba, no final do século XVIII. Foi no final do século XIX que vieram surgir as primeiras impressões de cordéis em folheto. Mas o precursor que introduziu o cordel no Brasil foi o poeta Leandro Gomes de Barros (1868-1919), ele produziu o primeiro folheto que se tem registro que data de 1906.

Embora exista afirmações de que a literatura do cordel tenha recebido influências dos cordéis portugueses e até de culturas mais antigas, como do tempo da Grécia, em detrimento de algumas semelhanças, os cordelistas a confirmam como tendo origem, puramente, brasileira.

Fontes

  1. http://www.ablc.com.br/o-cordel/historia-do-cordel/
  2. Larissa Amaral Teixeira, Literatura de Cordel no Brasil: Os folhetos e a função circunstancial, 2008, UniCEUB.