Uma Corda, Um Cordel

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VERSOS DE OURO - Autor: Marcos Abreu

Amigo caro leitor,

Preste bastante atenção,

O que agora vou narrar,

Precisa dedicação,

São grandes versos de ouro,

E um precioso tesouro,

A qualquer sábia nação.

Pra começar a narrar,

Tamanha grande proeza,

É bastante necessário,

Possuir muita destreza,

Já que para ter sucesso,

Tem que dominar o verso,

Com sutil delicadeza.

Traz conhecimento enorme,

A qualquer homem que ler,

Seja professor ou médico,

Nesses versos vai aprender,

Do exímio Mestre Pitágoras,

Que lecionava nas ágoras,

O mistério do saber.

São versos sempre compostos,

Com muita sabedoria,

Grandeza e fidelidade,

Com a arte da poesia,

Exaltando a divindade,

Levando a luz da verdade,

Com profunda Maestria.

Agora vou começar,

A desvendar a tal obra,

Narrando os versos de ouro,

A divindade me cobra.

Portanto, tento dizer,

Pra o leitor ler e saber,

Como vai ser a manobra.

Honra em primeiro lugar,

Ao grande Deus imortal,

Como manda a grande lei,

Aceitando assim teu mal,

Respeita o teu juramento,

Evita sentir tormento,

Sabendo que és imortal.

Aos heróis reverencia,

Tão cheios de bondade e luz,

Em seguida a tua família,

Que ao bom caminho te induz,

Não te esqueças com certeza,

Da gentileza e nobreza,

Que a divindade conduz.

Honra em seguida aos teus pais,

E aos membros de tua família,

Escolhe pra ser amigo,

Aquele que como ilha,

Isolado, mas virtuoso,

Ponderado e generoso,

A quem ninguém se humilha.

Por serem acompanhados,

De companheira sombria,

A desilusão fatal,

Permite a desarmonia,

E vivendo assim no medo,

Não entenderam o segredo,

Da eterna sabedoria.

Assim quando abandonares,

Teu corpo material,

Encontrarás plenitude,

Saberás que és mortal,

Encontrando o ser divino,

Com um corpo cristalino,

Pelo espaço sideral.

E caso o teu coração,

Se exalte com honraria,

Lembra-te que o pai eterno,

É dono há harmonia,

E que existe no universo,

O côncavo e o convexo,

Com perfeita simetria.

Perscruta dentro de ti,

Todo o segredo e mistério,

E vês que não é preciso,

Doutorado, ou magistério.

Pra vês com o coração,

Sem os olhos da razão,

O julgar de um ser etéreo.

Ao deitares nunca deixes,

O sono tomar de conta,

Fechando breve teus olhos,

Perante o que o dia apronta,

Medita enfim na virtude,

Analisa a tua atitude,

E ver se não faz afronta.

Conhecendo a natureza,

Do eterno Deus imortal,

Veras que com paciência,

Ele te tira do mal,

Deste modo não terás,

O que jamais desejarás,

Não conheceras jamais.

Em breve perceberás,

Que os homens é que constroem,

Suas voluntárias desgraças,

E sobre si se corroem,

E por serem infelizes,

Carregam suas cicatrizes,

E a si próprios se destroem.

E dentro deste destino,

Caminha a humanidade,

Para lá e para cá,

Sem saber que a divindade,

Controla esse mecanismo,

Lançando-os em pleno abismo,

Pras lhes falar a verdade.

Procura uma vida simples,

Que seja decente e pura,

Evita causar inveja,

Essa doença se cura,

Pois sem mistura é a taça,

Que envolve o homem na graça,

Tornando-o nova criatura.

Não deixa jamais ninguém,

Convencer-te do contrário,

Firma logo decisão,

Neste período de aquário,

Agindo pensadamente,

Deixa brotar a semente,

Num mundo de visionário.

Não fazes nada que seja,

Jamais capaz de entender,

Não falas impensadamente,

Busca sempre proceder,

De forma bem moderada,

Sabendo que não és nada,

Comparado ao grande ser.

Usar a justa medida,

Sempre te traga proveito,

Analisando a justiça,

Com profundo amor ao peito,

Respeitando a divindade,

Amando a humanidade,

Encontrarás teu direito.

E com resignação,

Seja qual for a tua parte,

Vai sempre seguindo a sina,

Enfrentando o bom combate,

E lembra que no destino,

A mão do poder divino,

Torna bela qualquer arte.

E que as coisas boas do mundo,

Possam ser adquiridas,

E assim como conquistadas,

Também possam ser perdidas,

E suporta com paciência,

Perseverança e prudência,

Pois são tantas as saídas.

O seguinte leva a sério:

Enfrenta e vence as paixões,

Luxúria, raiva, preguiça,

Te esquiva das ilusões,

Seja bem determinado,

No quaternário sagrado,

São tenazes as paixões.

O que pensam varia muito,

Uns pensam bem outros mal,

Não seja precipitado,

Nessa luta desigual,

Corre atrás da caridade,

Afasta-te da falsidade,

Cria um mundo fraternal.

Entra em comunhão contigo,

E vês porque foste feito,

Contempla enfim teus poderes,

Vendo que tudo tem jeito,

E vocês bem moderado,

Sabendo que foi criado,

Pra ser bondoso e perfeito.

Castra o eu superior,

Buscando uma nova vida,

Perdes as personalidades,

Busca de vez uma saída,

Muda o teu temperamento,

Enfrenta o teu sofrimento,

Prepara bem tua partida.

Pois já sabes muito bem,

Que pra chegar ao divino,

Precisa matar o homem,

Deixar nascer o menino,

Mate o homem natural,

Crie o ser espiritual,

E vencerás teu destino.

Aprende que pra chegar,

Ao teu caminho completo,

É necessário fazer,

O teu caminho secreto,

Encontrando teu ser Crístico,

Verás que és um ser holístico,

De bondoso enfim, repleto.

Começa te aprimorando,

Nos mistérios fraternais,

E as horas vão se passando,

Longe dos dias infernais,

E quando menos notares,

Verás: Fostes pelos os ares,

Teus sofrimentos banais.

E logo então saberás,

Que a tua jornada acabou,

E por ter crido no Cristo,

A salvação alcançou,

E terás com mais clareza,

Simplicidade e beleza,

O que sempre almejou.

Em qualquer canto que fores,

Encontrarás a ternura,

Pois todos que a ti vieram,

Virão cheios de doçura,

De ti nada mais se cobra,

A não ser tua grande obra,

Pois és digno criatura.

Fizeste enfim o teu caminho,

E agora já entendeste,

Que és também um ser divino,

E muito bem procedente,

Descansa em paz com grandeza,

Que hoje tens a certeza,

Do quanto sim, tu cresceste.