Uma Corda, Um Cordel

Menu

O Plantador de Ervilhas

Em um tempo passado

Existiu um cientista

Era matemático, monge,

Porém não era budista

Era muito organizado

Tremendo perfeccionista

Tinha uma vida religiosa

E gostava de estudar

A semelhança do ser,

Pois vivia a observar

Olhando pai e filho

Tentando analisar

Como eram parecidos

Pai e o filho, filho e o pai

Essa característica

Por onde é que ela sai?

De onde que ela vem?

E para onde que ela vai?

Com tantas perguntas

Para o xis da questão

Estudava no convento

Buscando a iluminação

Conseguir respondê-las

Era sua maior ambição

Esse pesquisador

No qual estou “falano”,

É o Gregor Mendel

Monge Agostiniano

Ser famoso assim

Nunca foi o seu plano

Mendel tem estrela

E até hoje ela brilha

Foi esperto e sabido

Sem sair da sua trilha

Escolhendo estudar

A humilde ervilha

O estudo da semente

Traz luz a consciência

Entendendo o mecanismo

Revelando sua ciência

Fica fácil de enxergar

Com uma simples experiência

O plantador de ervilhas

Soprava a favor do vento

Suas ideias do futuro

Foi além do seu momento

Pena que ele morreu

Sem o reconhecimento

A simples ervilha

Enquadra-se na norma

Mendel categorizou

Estudar a sua forma

Bastou no convento

Fazer uma reforma

Fez um belo jardim

Para início de estudo

Traçou sua pesquisa,

Um plano muito agudo

Estudar as ervilhas

Para Mendel virou tudo

No seu laboratório,

Que era seu jardim

Criar uma pequena estufa,

Foi o grande estopim,

Para estudar ervilhas

Tem que trabalhar assim

Pois a estufa acelera

O desenvolvimento

Proporciona a ervilha

Um rápido crescimento

Agilizando o estudo

E o bom conhecimento

Mendel fez o estudo

Testando cor da semente

A amarela com a verde

O que será futuramente?

Será uma cor misturada?

Ou nascerá cor diferente?

Com a característica

Para ser bem avaliada

Entre a ervilha lisa

E a ervilha enrugada

Uma das cores era verde

E a outra era amarelada

Diante a variedade

Pensou “O que vou fazer?

Cruzando as espécies

O que vai acontecer?

Vou fazer isso agora

Para ver qual que vai ser”

Mendel, então, separou

Pelo traço diferente

E fez fertilização de

Forma cruzadamente

E notou um resultado

Que não era coerente

Na primeira geração,

Que chamou parental

Onde cruzou os diferentes,

Mas nasceu tudo igual

Mendel se perguntou

O que aconteceu, afinal?

E ficou ali pensando:

“Qual é essa natureza

Cruzei seres diferentes

No mesmo grau de pureza,

Mas nasceram só iguais

Tirando toda a certeza”

Mal podia compreender

Que fazia umas pinturas

Tentando desvendar

O segredo das misturas

Tinha dado só amarelo

Cruzando as raças puras

Mendel pensou: “há algo

Que não estou enxergando

Vou autofecundá-las

Para ver o que tá rolando

Talvez a característica

Possa está se propagando”

Então, deixou as ervilhas

Para autofecundação

Queria ver o resultado

Da segunda geração

E tentar compreender

Qual é o xis dessa questão

Quando foi analisar

O segundo resultado

Ficou muito surpreso

E um pouco assustado,

Pois a característica

Havia se propagado

O verde reapareceu

E Mendel concluiu:

“Na realidade mesmo

Ele nunca que sumiu

Foi o traço amarelo

Sua presença o inibiu”

“Tem alguma coisa

Algo que não vi antes

Fatores característicos

Fatores preponderantes

Talvez exista na vida

Fatores dominantes.”

Dessa maneira, Mendel

Criou uma definição

Chamado dominante

Dando essa nomeação

Ao caráter expressivo

Diante essa situação

Ao notar o simples fato

Pensou logo desse jeito:

“Que o caráter recessivo

Não carrega nenhum defeito,

Mas ao lado do dominante

Não se expressa direito”

E nisso ele encontrou

A lógica na interpretação

Entendendo os números

Analisando um padrão

Que sempre se repetia

Mantendo a proporção

Isso fica bem evidente

Quando é realizado

Esse experimento

E também é calculado

Encontrando três para um

O resultado esperado

Restava compreender

A contribuição dos pais

Mendel um caba curioso,

Ele sempre queria mais

Entender as coisas da vida

Era um dos seus bons ideais

Lembre-se do ditado

Tudo que sobe, também cai

Então, para responder

Essa dúvida que não sai

Um fator é que vem da mãe

E o outro tem que vim do pai

E, assim, formalizou

Sua pesquisa hoje é lei

Na terra da genética

Mendel se consagra rei,

Esse conto só é metade

De toda história que sei

O plantador de ervilhas

Hoje é muito estudado

Quem diria um cientista

Trabalhar com um roçado

E tornar o desconhecido

Em saber compartilhado