Uma Corda, Um Cordel

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A Bodega do Leôncio

O sonho nos acompanha

Como parte fundamental.

Obra de Deus pai criador,

Involuntário ou intencional

Chega, Se instala, domina

Por vezes é quem determina

O início, o meio e o final.

No Distrito de Lagoinha

Cinquenta e nove, o ano.

O sonho do jovem Leôncio

Preste a sair do plano

Início de uma nova era

O final de uma espera

Personagem, Culodino!

Um experiente Mascate

Conhecido na região

Propôs a Antônio Mendes

Fazer uma transação

E um ponto comercial

Parte de uma filial

Entrou na negociação.

Convencido que Leôncio

Tinha tino comercial

O negócio foi fechado

De uma forma bem legal

No fiado, na confiança!

Começa ali a esperança

De um negócio magistral.

No dia treze de outubro

Foi tudo organizado

Prateleiras, mercadorias

Conforme o planejado

Tudo em exposição

Com ajuda de Afonso Dão

Pronto para ser inaugurado.

A ansiedade era grande

Do comerciante promissor

E Leôncio Mendes Faria

De véspera, o olho não pregou.

Estava chegando o dia

E o vírus da alegria

A todos contaminou.

No dia 14 de outubro

É escrito o prefácio

A realização de um sonho

Inicío de um grande negócio.

Toda a Lagoinha comemora

Nasce no romper da aurora

A BODEGA DO LEÔNCIO

Um ano bom de inverno

Estava a se anunciar

Toda safra foi vendida

Dinheiro veio a entrar

Uma parte do combinadp

Tudo dentro do planejado

Antônio Mendes a quitar.

O restante do acordo

Foi cumprido fielmente

Pela força do trabalho

De Leôncio, competente!

Dia a dia na labuta

Sem nunca fugir da luta

Seguindo sempre em frente

Transportou mercadorias

No lombo de animais

Percorreu grandes distâncias

Por estradas vicinais.

Em comboio percorria

Nova Russas a Lagoinha

Buscando cada vez mais.

No açude do Aratas

Durante sua construção

Lotes de cabras e bodes

Conduzia de montão.

Aos operários vendia

No finalzinho do dia

Voltava pro seu torrão.

Estava habituado

Andava de trem, a pé

Mesmo nas dificuldades

Jamais perdeu sua fé.

A Bodega prosperando

Sr. Leôncio celebrando

Junto com sua mulher.

Para ouvir as notícias

Jornal: A Voz do Brasil!

Um belo Rádio Eletronic

Sr. Leôncio adquiriu.

Casas, pontos comerciais

O negócio cada vez mais

Crescendo a mais de mil.

A Bodega já não cabia

O milho, arroz, o feijão

Farinha de mandioca

Óleo, açúcar, macarrão.

Leôncio não se aquietou

Enquanto não encontrou

Pro problema a solução.

Nos pontos adquiridos

Passou logo a estocar

Tudo o que já não cabia

E poderia se estragar.

Organizando a bodega

Facilitando a entrega

Do que estava a chegar.

Aproveitou o ensejo

Para uma reforma fazer

E a Bodega do Leôncio

Mais uma vez a crescer

Mudou toda a estrutura

Com grande desenvoltura

Sem nunca esmorecer.

Virou uma referência

Do povo tem confiança.

Pra reforçar esse laço

Adquiriu uma balança

A Seu Salim foi comprada

Por Filizola era batizada

A única da vizinhança.

No mesmo ano adquiriu

Um Jeep pra trabalhar

O primeiro da região

Família a comemorar

Com a esposa arrumada

Junto toda a filharada.

E saíram pra passear.

A companheira Fransquinha

Deu grande contribuição

Nas viagens de Leôncio

A Bodega é na sua mão!

Monstrando desenvoltura

E conduzinho a altura

Qualquer negociação.

Estava sempre presente

Nos momentos bons e ruins

No batente da Bodega

Cuidando dos curumins

Ao lado do seu marido

Na calma sem alarido

Dando beleza aos jardins.

A Bodega do Leôncio

Jamais deixou de inovar

E na década de oitenta

Buscando diversificar

Artigos de confecção

Mesa, banho, decoração

Ganhou espaço e lugar.

Uma grande iniciativa

De cunho empreendedor

Melhorando o movimento

Com um design inovador

A Bodega evoluindo

Lucratividade subindo

Competência do gestor.

Competência demonstrada

Nos desafios do sertão

Nas secas devastadoras

Que assolam a região

Nos planos governamentais

Nas mudanças sazonais

Na tão temida inflação.

A Bodega do Leôncio

Rompeu o tempo e chegou

Comemorando vitórias

No lugar que o abraçou

Nos bons e nos maus momentos

Com seca, ou bons invernos

Sua Bodega prosperou!

Na Lagoinha a Bodega

Traz marcas, recordações

Ladeado de vitorias

De ganhos, realizações.

Referência na comunidade

De Curatis até a cidade

Nos mais distantes rincões

Ponto de encontro do povo

Dos grandes causos, da prosa

De memórias, personagens

De hoje e de outrora.

Cenários fortes, marcantes

Pros nativos e viajantes

Recriando a sua história.

Sessenta anos da Bodega

Um patrimônio local.

Parabéns Sr. Leôncio!

Sua Bodega é magistral.

Toda população atesta

E o reverência de pé!

Saúde, sucesso e paz

Mostraste que és capaz

Com trabalho, suor e fé.